Na moral, zerei o BF6 e fala sério, quem diz que a campanha é ruim tá viajando kkk. Ela é bem feita, mas passa aquela sensação de estar incompleta, tipo quando você assiste Duna Parte I — termina num baita cliffhanger e parece que falta uma DLC pra completar a história. Eu já imaginava isso antes de jogar, porque a campanha realmente soa como uma introdução, uma “Parte I” de algo maior. A trama é bem amarrada e, por incrível que pareça, reflete bastante a realidade. Muita gente leiga falou que criaram uma organização paramilitar de ex-militares de vários países só pra não ofender ninguém, mas esse negócio de o inimigo ser os próprios de casa é bem real pra quem já tomou a blackpill. Essa narrativa faz sentido — follow the money. A campanha, apesar de boa, deixa um gosto de algo incompleto e não desenvolve tão bem os personagens. Só o Murphy, o líder, tem destaque de verdade — ele aparece em mais missões e o arco dele é bem construído. Os outros soldados, mesmo que você jogue com eles, têm menos presença e acabam sendo coadjuvantes. Esqueci de mencionar, mas o vilão é o ponto fraco. Ele não é ruim, só é meio “nhé”, e por não ser tão bem desenvolvido, o roteiro perde um pouco do senso de ameaça e urgência. Dito isso, pagar R$300 só por uma campanha curta não vale muito a pena, então o ideal é esperar uma promoção. Mas se você curte multiplayer e era fã do BF3 e BF4, pode comprar tranquilo — o jogo lembra muito esses clássicos que colocaram Battlefield entre os gigantes da indústria. Dito tudo isso, a história é bem feijão com arroz, mas muito bem feita. Porém, o cliffhanger no final indica que, se houver continuação, podem rolar dois plot twists que mudem totalmente a visão sobre o primeiro jogo. No geral, nota 8,75. (Nota apenas para o multiplayer: 10/10)
O jogo é muito divertido, com excelentes diálogos e uma comicidade típica dos jogos da Telltale, mesmo não sendo produzida por ela e sim por uma ex-equipe. Assim como na maioria dos jogos nesse estilo, a gameplay de mais parada e o menor tempo de tela, sendo o maior foco nas cutscenes e narrativa/diálogos. Ou seja, não é o tipo de jogo que agradará a todos e definitivamente nem tenta fazer isso. Percebi-se isso a partir do momento que os devs optaram por trazerem o jogo no formato de episódios e lançamentos semanais, o que ao meu ver apenas teve benefícios. Vejam bem, considerando ser um gameplay mais "monótona" certamente muitos iriam dropar ou reclamar, caso eles lançassem todos os episódios de uma vez. Souberam reconhecer isso e transformaram em uma espécie de série, para que mantivessem o jogo em alta por mais tempo e também dando todo aquele ar de dúvidas e teorias. Agora, é fácil reclamar do formato de lançamento quando o público hoje apenas pensa na "corrida" de zerar, não se importam nenhum pouco com a história ou apenas querem mais um número na GRANDE lista de jogos que já zerou. Negativar o jogo por este motivo, acho a maior canalhice e atitude de pessoas mimadas e estão viciadas no formato netflix. Não sabem mais aproveitar e ficam ansiosos por nada... De qualquer maneira, fica a recomendação e fazia tempo que não tínhamos esse gostinho de Telltale, cujo impactaram muito na maneira de pensar em roteiros e singularidade em seus jogos.